
Nossa História
A Equipe não termina com o Mestre. Continua nele.
A história de uma arte marcial que atravessou o oceano, passou pelas mãos de Hélio Gracie e chegou ao sul do Brasil para ficar. Vinte e cinco anos depois, o tatame continua aberto.
A origem
Um método transmitido sem intermediário, por mais de cem anos.
O jiu-jitsu que se ensina nas academias da Equipe não nasceu aqui. Veio de Mitsuyo Maeda, que cruzou o mundo e desembarcou no Brasil. Maeda ensinou Carlos Gracie, que ensinou Hélio Gracie — o homem que adaptou a arte para que pessoas menores pudessem se defender de adversários maiores, usando alavanca e técnica no lugar da força.
Hélio formou poucos faixas-pretas em toda a vida. Um deles foi o Grande Mestre Julio Frederico Secco, que recebeu o cinto das mãos do próprio Hélio. Foi essa cadeia — direta, sem releitura, sem moda — que Julio Secco trouxe para o extremo sul gaúcho.
- Elo 1 — Conde Koma — o pioneiro
Mitsuyo Maeda
Cruzou o oceano e trouxe a arte japonesa para o Brasil no início do século 20.
- Elo 2 — Discípulo de Maeda
Carlos Gracie
Aluno direto de Maeda, levou o método para dentro da família Gracie.
- Elo 3 — O sistematizador
Hélio Gracie
Sistematizou a arte com alavanca e técnica no lugar da força bruta, para que o menor pudesse vencer o maior.
- Elo 4 — Grande Mestre — o sul
Julio Secco
Recebeu a faixa-preta das mãos do próprio Hélio Gracie e a trouxe para o extremo sul gaúcho.

O Mestre
Quem trouxe o jiu-jitsu Gracie para o sul.
No fim dos anos 1990, o Mestre 9º grau Julio Frederico Secco mudou-se para a região sul do Rio Grande do Sul e começou a ensinar nas cidades de Pelotas e Rio Grande. Antes dele, a região era território de judô, karatê e taekwondo. O jiu-jitsu Gracie, ali, começou com ele.
Em vida, o Mestre poderia ter transformado o sobrenome Secco em marca registrada, franquia, produto. Recusou. Para que o jiu-jitsu permanecesse o que sempre foi: arte marcial real, defesa pessoal antes de pontuação esportiva.
Quando partiu, em janeiro de 2022, aos 84 anos, deixava mais de 500 atletas em atividade, academias espalhadas pelo sul do país e uma equipe inteira de campeões. E uma decisão para os alunos: continuar.
O Mestre ensinava que jiu-jitsu é, antes de tudo, defesa pessoal.
A Equipe
Vinte e cinco anos formando gente e ganhando títulos.
Em 25 anos no Rio Grande do Sul, a Equipe Julio Secco acumulou títulos de Campeã Mundial, Sul-Americana, Brasileira e Gaúcha, tornando-se referência de jiu-jitsu no país. Mas o número que mais importa não é um título: desde a partida do Mestre, nenhuma academia se perdeu. A Equipe seguiu inteira.
Hoje são mais de 60 faixas-pretas formados, mais de 500 atletas em atividade e 16 unidades em dois estados — Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O selo metodológico segue intacto: alavancas clássicas, postura ereta na guarda, recusa a técnicas modernas que expõem o atleta a risco em combate real.

A Associação
Uma resposta a uma escolha: manter unido o que o Mestre construiu.
Em abril de 2022, poucos meses após a partida do Mestre, os alunos fundaram a Associação Equipe Mestre Julio Secco — uma entidade civil sem fins lucrativos que reúne todos os atletas associados. Não uma escola nova. Não uma rede de franquias. Uma associação com uma única missão: manter vivo o legado.
A AEMJS não é academia comercial — a mensalidade financia a operação, não o lucro. Não é federação. Não é franquia. É o vínculo metodológico e institucional que mantém 16 unidades sob o mesmo escudo, com o mesmo método e a mesma ética que o Mestre ensinou.
A Equipe não termina com o Mestre. Continua nele.
Fidelidade ao legado
Cada decisão pergunta: isso é coerente com o que o Mestre construiu?
Jiu-jitsu real
Defesa pessoal aplicável antes de pontuação esportiva.
Equipe acima de ego
A vitória de um é a vitória do escudo.
Acesso sem elitismo
Jiu-jitsu não é privilégio de quem pode pagar.

Acesso
Para que a condição financeira nunca seja barreira.
Manter o tatame aberto a quem tem disposição de aprender — e não apenas a quem pode pagar — exige recurso. Por isso a Associação captou recursos via Lei de Incentivo ao Esporte e teve aprovado, em 2023, o projeto Do Sul para o Mundo. Parte da estrutura de formação e competição da Equipe vem desse projeto.
Conhecer o projeto Do Sul para o Mundo

Faça parte
A história continua a cada nova faixa branca.
Cada criança que amarra a faixa pela primeira vez, cada adulto que volta ao tatame, cada atleta que sobe ao pódio com o escudo do Mestre é uma extensão viva do que ele construiu. O próximo capítulo pode ser o seu.
Prefere ler antes? Entenda a Lei de Incentivo